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  • Électro clips in Audion

    “Review”, Alan Freeman, Audion, no. 18, June 1, 1991
    Saturday, June 1, 1991 Press

    This CD certainly collates some of the most revolutionary and inventive electronic music composers in Canada today along with a few such explorers of other nationalities.

    Of course, a collectfon of 25 pieces on any other medfum other than CD would be most troublesome, especially, as is often the nature with electroacoustic music, spaces within tracks may be part of the music, and wlthout much melodic structure one track can seem to flow into another, even when subsequent tracks may be very different. The track index on the CD player makes it plain who you are listening to all the time. Thus a-part from being an excellent compilatfon it ls also a good sampler/reference tool for checking out the various artists featured.

    To review the individual tracks would be of course pointless — if you’re at all interested, let the music and informative collection of inserts do their own talking by introducing a world of music that certainly deserves wider recognition.

    Électro clips in North Shore News

    “Review”, Michael Becker, North Shore News, no. 25, April 10, 1991
    Wednesday, April 10, 1991 Press

    Électro clips is a smorgasbord of electronic soundbites contributed by 25 electroacoustic composers from Mexico, the United States and Canada.

    Thankfully, the nature of the project limits each composer to a three-minute “electro clip” within which to develop ideas. The framework rules out any penchant for self-absorbed doodling or unneccessary meandering.

    Found sounds, snatched from the worid outside and processed electronic sounds drawn from the inside world of computers mix and match to create a patchwork aural wallpaper for well-furnished inhabitants of the information age.

    Électro clips in Blitz

    “Uma fuga mais ou menos temperada”, Miguel Santos, Blitz, April 2, 1991
    Tuesday, April 2, 1991 Press

    O que está a acontecer com a música contemporanea de vanguarda? Sendo-se mais preciso, que aventuras se vão fazendo escondidas dentro, tora e ao lado de uma corrente que se designou, por hábito ou por convenlência, chamar de electroacústica? Este artigo pretende simplesmente chamar a atenção para alguns dos nomes que, por aqui ou por acolá, vão editando trabalhos nessa área sem fronteiras e que distribuidoras como a MC/Mundo da Canção, a Dargil ou a VMG/Megamúsica insistentemente têm vindo a divulgar, para géudio de um público normalmente informado e elitista, passe-se qualquer pretensso. Mas, primeiro, um pouco de histèria.

    O titulo para este artigo podia ter sido alternativamente algo como «A musica electroacústica ou uma descuipa para se falar de música con. temporãnea de vanguarda.» Preferiu-se, no entando, pedir ajuda a Bach para explicar o corrar dos tempos, acreditando que tal Intenção seria possivel. Mas comecemos por falar da origem da dita música electroacústica e do seu signiticado (ou talvez do seu significante).

    Adoptemos, como base, a designação proposta por Pierre Henry: a música electroacústica é aquela que engloba um conjunto de técnicas de composição que recorram aos materisis modernos de gravação e de produção de sons. Quase sempre relacionada com sofisticados estudios, muitas vezes a música electroacústica não tem a intervenção de instrumentistas — o compositor trabalha directamente o materiai sonoro, como o escultor ou o pintor, deixando uma obra acaba da. No entanto, ela é hoje vista de uma forma muito mais livre, sendo igualmente interpretada ao vivo e, bastas vezes, empregando instrumentos tradicionais (mais tarda modificados ou processados).

    Generalizando, a música electroacústica, nos dias de hoje, pode ser vista como uma música resultante de instrumentos electrónicos ou elèctricos, mais ou menos complexos, de instrumentos acústicos (tratados) e da utilização de gravações (directa ou indirectamente influenciadas pelas colagens da música concreta). Formalmente, ela é tão livre e escorreita que apenas pela personalização individual se pode explicar qualquer sugestão. Pelo menos simplifica que assim seja.

    São muitos os pontos de fuga como, por exemplo, os da improvisação ou os da música computodorizada (esta com uma maior influência da nnúsica electrónica). Mas se tivermos de começar por alguma data, a dècada de 40 serve eficazmente esse propdsito. Foi por essa altura que nomes como Pierre Henry, Pierre Schaeffer, Karheinz Stockausen, Luigi Nono ou Pierre Boulez (todos eles nascidos nos finais dos anos 20) revolucionaram a histéria da composição musical — actualmente ht quem afirme que o futuro està na espontaneidade da música viva em vez de no desenvolvimento das màquinas de composição e que talvez fosse mesmo necessàrio «suprimir a composição» dando assim uma nova importincia à expressão individual e à reavaliação do prazer auditivo em momentos únicos (ú esta a posição encarada, por exemplo, pela Nova Música Improvisada). John Cage (um pou. co mais velho) é também um bom exemplo des sa transformação na postura da composição musical, Outros compositores que desenvolveram estilos, com uma grande repercussso no futuro, foram ainda Mauricio Kagel (a música aleatúrla), Steve Reich e Terry Riley (o minimalismo), Ligeti (música serial)…

    Não seré muito dificil chegarmos à conclusão que toda esta música (ou Nova Música) é de uma maior dificuidade de interpretação do que a dos séculos anteriores, quase sempre assistin. do-se hoje a performances (nome que os americanos tanto gostam) de virtuosos de determinado instrumento (por exemplo, é mais fàcil — é relativo claro — um intérprete da Nova Música Elect;oacústica interpretar uma peça do reportório clêssico do que um intérprete de música clêssica interpretar as novas aventuras, exploraçõss e investigaçõss desta Nova Música): compositores especializados, intérpretes especializados e ouvintes especializados que, muitas vezes, levam a uma música «impossive!» de se executar e até de se ouvir…

    A evolução da música contemporanea desde entéo passou a estar ligada à investigação sonora. Em vez da representação de sentimentos (alegria, dor, felicidade, infelicidade…) o que agora se pretende é inovar, inovações essas que na maior parte das vezes são encaradas como «músicas esquisitas»

    Tentando agora divulgar alguns nomes que — não me surpreende — sejam em elevada percentagem desconhecidos para a grande maioria de vocês, podemos começar pela compilação Électro clips, uma colecção de 25 instantãneos electroacústicos de três minutos cada. Se tiverem apenas a possibilidade de adquiriram um sd trabalho de música electroacústica, este compacto è sem dúvida a melhor escolha. Michel A Smith, Craig Davis, John Oswald, Jean-François Denis, Yves Daoust, Claude Schryer, Martin Gotfrit, John Oliver, Zack Settel, Stéphane Roy, Daniel Scheidt, Bruno Degazio, Richard Truhlar, Gilles Gobeil, Robert Normandeau, Laurie Radford, Christian Calon, Hildegard Westerkamp, Amnon Wolman, Francis Dhomont, Roxanne Turcotte, Dan Lander, Javier Álvarez e Charles Amirkhanian são os nomes incluidos. A principal caracteristica deste compacto é a novidade que representa: a fusão do formato da canção pop (três minutos) com o concelto do videoclip reactualiza a electroacústica tirando-a da sala de concertos tradicional e transportando-a para o mundo da comunicação de massas, das miniaturas, do imediato… Cada peça aqui presente é um resumo do estilo de compositor e é um mundo a descobrir.

    Électro clips in Vital

    “Review”, Ios Smolders, Vital, no. 19, April 1, 1991
    Monday, April 1, 1991 Press

    The Électro clips sampler contains 25 3-minute compositions. This really is a refreshing way of listening to electroacoustic music. Electroacoustic compositions tend to last at least 10 minutes. Here the composer (a.o. Dan Lander, Hildegard Westerkamp, Charles Amirkhanian) is forced to make a clear statement within a short period of time. And I must say that most of them manages rather well. This cd offers varied and very ‘entertaining’ electroacoustic music, something wich I have been missing lately.

    All cd’s are accompanied by extensive reading material, explaining the background of all music and composers on this cd. empreintes DIGITALes has produced a fine set of state-of-the-art music which I can recommend. There are more releases coming and I can’t wait to hear them.

    This cd offers varied and very ‘entertaining’ electroacoustic music…

    Électro clips in Option

    “Review”, Dean Suzuki, Option, no. 37, March 1, 1991
    Friday, March 1, 1991 Press

    This sampler contains works by a wide variety of mostly Canadian composers and sound artists, ranging from the sampler/manipulator par excellence, John Oswald, to the German born Canadian composer Hildegard Westerkamp, from the old ‘60s school of electronic music representative Francis Dhomont of France, to sound poet and sound artist Richard Truhlar, and even Charles Amirkhanian. With such an array of creative artists, one encounters virtually all possible electronic techniques, sounds, and styles, from analog to digital, synthesis to sampling, from electroacoustic to purely electronic, from gentle, tonal sounds to shards and sheets of thunderous, grating dissonance. If you don’t like one track, simply advance to the next and you will certainly find something to suit your taste.

    … you will certainly find something to suit your taste.

    Électro clips in Son hi-fi vidéo

    “Critique”, André Major, Son hi-fi vidéo, March 1, 1991
    Friday, March 1, 1991 Press

    En novembre demier Montréal accueillait la onzième édition du festival New Music America, rebaptisé par les organisateurs Montréal Musiques actuelles. Ce festival de 11 jours a présenté plus de 450 artistes venus du monde entier. De ce nombre, il faut souligner les performances de Joan La Barbara, du guitariste Loren MazzaCane Connors et le lancement d’Électro clips, une album compilation de musique életroacoustique. Cet enregistrement, comme ceux de Calon, Thibault et Normandeau, est aussi disponible sur l’étiquette montréalaise empreintes DIGITALes.

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